Jovens lançam campanha pelo fim do preconceito | | | |
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Seg, 10 de Novembro de 2008 11:06 | |
Da Redação /Colaborou Fabiana Born Lançada em 6 de novembro, no Rio de Janeiro, a “Campanha Favela: Eu sou daqui! Jovens pelo fim do preconceito” foi desenvolvida pelo grupo do Projeto JovEMovimento, com a coordenação do Promundo e do Centro de Criação de Imagem Popular (Cecip). O objetivo é reduzir o preconceito contra moradores(as) de favelas em uma cidade que tem 20% de 1 milhão e 500 mil jovens vivendo nesses espaços.
A idéia da campanha surgiu a partir da troca de experiências sobre políticas públicas e violência entre integrantes do Projeto JovEMovimento – oito jovens de 19 a 24 anos, moradores(as) de cinco favelas cariocas: Maré, Rocinha, Vila Aliança, Santa Marta e Complexo do Alemão. “Durante nossas discussões, percebemos a necessidade de trabalhar o preconceito e decidimos fazer a campanha para conscientizar a população, para que ela reveja seus conceitos, principalmente a classe média” explica Verônica Moura, 24 anos, moradora do Santa Marta, integrante do JovEMomimento e uma das idealizadoras da campanha. Os(as) jovens participantes da campanha afirmam ter passado por diferentes situações de discriminação. Verônica destaca a busca por emprego como uma das situações mais freqüentes. “Quando vêem meu endereço, percebo que me olham torto”, afirma. O mesmo acontece em momentos de lazer: “Muitas vezes não somos atendidos em locais como shoppings. Os vendedores acham que não temos dinheiro e nos discriminam pela forma como nos vestimos”, desabafa Ana Carolina Ana Carolina Almeida, 23 anos, moradora da Rocinha, também integrante do projeto. As pessoas envolvidas no projeto, que teve início em 2006, contaram com um curso de capacitação para garantir autonomia para o desenvolvimento da campanha. “Tudo foi feito por eles, nosso papel foi buscar recursos e auxiliá-los”, enfatiza Max Freitas, coordenador da campanha e assistente de programas do Promundo. Os(as) jovens também contaram com a colaboração de cerca de 10 técnicos durante a fase de criação. A campanha pelo fim da discriminação contará com busdoors em ônibus da zona sul, fixação de cartazes pela cidade e distribuição de cartões postais em locais como cinemas e restaurantes. Aos sábados, serão realizados eventos em praças e outros locais públicos com atividades culturais, além do diálogo direto entre integrantes do projeto e a sociedade na busca pela desmistificação da favela e de seus(suas) moradores(as). O otimismo em relação aos efeitos da campanha é grande. “Minha expectativa é de que a campanha possa abranger várias pessoas”, diz Ana Carolina. “Espero que a campanha sirva para sensibilizar a população, propondo um novo olhar sobre a favela e seus moradores”, declara Max. “Se diminuir um pouquinho o preconceito, já tá bom pra gente”, conclui Verônica.
Para ver a matéria original clique aqui: http://www.juventudesulamericanas.org.br/index.php/noticias/38-materias/96-jovens-lancam-campanha-pelo-fim-do-preconceito |
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